A MRV&Co, conglomerado que engloba as atividades de incorporação, loteamento e multifamily da MRV no Brasil, além da divisão Resia nos Estados Unidos, registrou lucro líquido de R$ 41,4 milhões no quarto trimestre de 2025. O resultado representa uma virada em relação ao prejuízo apurado no mesmo período do ano anterior.
A companhia obteve receita líquida de venda no valor de R$ 1,51 bilhão entre outubro e dezembro de 2025. No acumulado do ano, a receita total chegou a R$ 5,78 bilhões. As vendas lançadas pela empresa somaram R$ 2,09 bilhões no trimestre.
No balanço, a empresa destacou a evolução do negócio de aluguel, o multifamily. A carteira de imóveis para renda da MRV atingiu 34,3 mil unidades alugadas ou prontas para alugar ao final de 2025. A taxa de ocupação manteve-se elevada, em 95,3%.
Do outro lado, a unidade Resia, que atua no mercado imobiliário residencial norte-americano, também contribuiu para os resultados. A operação internacional focou em projetos de build-to-rent durante o período.
Em relação à dívida, a posição líquida de endividamento da MRV&Co ficou em R$ 5,12 bilhões em dezembro de 2025. A empresa mantém o foco em gestão de capital e eficiência operacional.
O desempenho trimestral positivo ajudou a melhorar o resultado do ano. Em 2025, a MRV&Co reduziu significativamente o prejuízo líquido em comparação com o exercício de 2024.
Em outro assunto do mercado corporativo, a empresa de tecnologia Neogrid informou que um laudo de avaliação atestou um valor justo por ação superior ao preço ofertado em uma OPA (Oferta Pública de Aquisição). A gestora que fez a oferta propôs um valor por ação, mas o laudo independente indicou uma cotação maior.
A informação foi divulgada conforme as regras do mercado e levanta questionamentos sobre os termos da aquisição. Acionistas podem usar o laudo como base para decidir sobre a venda de suas participações. Esse tipo de situação é comum em processos de consolidação de controle acionário.
