20/05/2026
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MS chega a 18 mortes por chikungunya e óbito de criança indígena

Mato Grosso do Sul chegou a 18 mortes confirmadas por chikungunya em 2026 após a confirmação do 12º óbito em Dourados, anunciada nesta quarta-feira (20) pelo COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública). Com o novo registro, o Estado supera o total de mortes contabilizadas em todo o ano passado e amplia a concentração de óbitos em Dourados, cidade que já reúne dois terços das mortes confirmadas pela doença.

A nova vítima é uma criança indígena de 12 anos. Conforme informado pelo COE, o paciente foi internado em 28 de fevereiro e morreu no dia 3 de abril no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados). A confirmação da causa ocorreu no fim da terça-feira (19) e foi incorporada ao informe epidemiológico divulgado nesta quarta.

Com esse novo registro, sobe para 10 o número de indígenas mortos por complicações associadas à chikungunya em Dourados. Os outros dois óbitos confirmados no município ocorreram entre moradores da área urbana.

Até a divulgação anterior da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Mato Grosso do Sul contabilizava 17 mortes pela doença em 2026, sendo 11 em Dourados, duas em Bonito, duas em Jardim, uma em Fátima do Sul e uma em Douradina. Com a atualização municipal, o Estado passa a somar 18 óbitos.

Além da nova confirmação, Dourados notificou mais duas mortes suspeitas que entraram em investigação. Os casos envolvem uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos, ambos brancos e portadores de comorbidades, entre elas doença renal crônica e diabetes. Outros dois óbitos seguem sob análise no município. Um deles é de um idoso de 84 anos com doença arterial coronariana. O outro envolve um homem de 50 anos que, segundo a classificação de risco inicial, não informou doenças crônicas e morreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em 27 de abril.

O boletim epidemiológico divulgado pelo COE também aponta desaceleração da epidemia em Dourados. Segundo o município, a curva epidemiológica apresentou queda na 20ª semana de monitoramento e o número de internações por complicações da doença diminuiu em relação ao período mais crítico. Durante o pico da epidemia, as internações variavam entre 52 e 58 pacientes simultaneamente. Atualmente, o município contabiliza 27 pessoas hospitalizadas, sendo 21 no HU-UFGD, uma no Hospital Regional, três no Hospital da Vida e duas no Hospital Evangélico Mackenzie.

O panorama epidemiológico mostra ainda que Dourados acumula 8.764 casos notificados de chikungunya. Desse total, são 5.154 casos prováveis, 4.066 confirmados, 3.610 descartados e 1.088 ainda em investigação. Na Reserva Indígena, epicentro da epidemia no município, foram registrados 3.202 casos notificados, com 2.139 confirmações, 768 descartes e 295 investigações em andamento.

Apesar da redução nas internações e da queda recente nas notificações, o COE considera o cenário ainda preocupante. A taxa geral de positividade dos exames permanece em 53%, indicando que mais da metade das pessoas sintomáticas testadas continua apresentando resultado positivo para chikungunya. Já a taxa de ataque da doença no município está em 1,95%.

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