Pesquisa do Campo Grande News mostra que 52% dos leitores consideram que a punição dos agressores de mulheres ainda precisa melhorar. Outros 24% apontam que a proteção às vítimas deve ser aprimorada. Uma parcela de 17% defende o fortalecimento de ações de educação e prevenção, enquanto 6% acreditam que a rede de atendimento exige melhorias.
Na última sexta-feira (7), a Lei Maria da Penha completou 20 anos de criação. A legislação representou um avanço na defesa das mulheres, mas ainda não garante segurança completa. Entre os dias 30 de julho e 6 de agosto, cinco mulheres foram mortas em casos de feminicídio no estado.
Até agora, Mato Grosso do Sul registra 20 feminicídios em 2026. Os números indicam que, mesmo com as medidas adotadas pelo poder público, há falhas na rede de proteção feminina.
Nas redes sociais do jornal, leitores criticaram a situação. Odilia Mendes comentou que alguns homens não mudam de comportamento mesmo após serem presos. Já Edna Rodrigues apontou problemas na aplicação das medidas protetivas. Para ela, a proteção não funciona se o agressor não é localizado.
Denúncias de agressão podem ser feitas pelo telefone 180, que atende 24 horas com orientação e acolhimento. Em situações de perigo imediato, a orientação é ligar para o 190. As ligações são gratuitas e podem ser anônimas.
