17/08/2026
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Câmeras da UEMS falham há meses em campus onde jovem foi estuprada

Câmeras da UEMS falham há meses em campus onde jovem foi estuprada

As câmeras de segurança da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) em Paranaíba, cidade a cerca de 410 quilômetros de Campo Grande, estão sem funcionar há pelo menos oito meses. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17) e está relacionada ao caso do estupro de uma estudante de 19 anos ocorrido no campus.

Segundo apuração do Campo Grande News, amigas da vítima levaram o caso ao DCE (Diretório Central dos Estudantes) na última quinta-feira (13). Elas relataram que a jovem tentou obter imagens das câmeras para auxiliar na denúncia, mas descobriu que os equipamentos estavam inoperantes. O problema já era conhecido pelos alunos, que cobravam uma solução desde o início do ano, quando ocorreram furtos na unidade.

Uma estudante, que não teve o nome revelado, afirmou que as câmeras não funcionam há oito meses. Ela contou que os alunos já haviam questionado a universidade após os furtos e receberam a resposta de que os equipamentos estavam parados.

Além das câmeras, as estudantes pediram melhorias na iluminação do estacionamento, que é considerado um local escuro. A vítima está com medo de voltar às aulas, já que o suspeito não foi identificado e permanece solto. A unidade de Paranaíba conta com cerca de 500 alunos e apenas um vigia patrimonial terceirizado, que não tem treinamento para situações de conflito ou abordagens.

O estacionamento é dividido em duas áreas, usadas principalmente por professores e servidores. As estudantes não souberam dizer em qual dos espaços o crime aconteceu.

Nesta segunda-feira, o reitor da UEMS deve se reunir com estudantes em Paranaíba. O DCE marcou uma manifestação no campus para as 19h, com o objetivo de cobrar medidas de segurança.

O estupro ocorreu no mês passado, quando a jovem saía da aula à noite. Ela foi abordada por um homem que pediu seu número de telefone. Após a recusa, ele a agarrou à força e cometeu o crime. A vítima descreveu o suspeito, e a Polícia Civil divulgou um retrato falado no dia 12 deste mês. O homem ainda não foi encontrado.

A DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Paranaíba investiga o caso. A polícia pede que informações sobre o suspeito sejam repassadas às autoridades e alerta para que ninguém tente abordá-lo. O Campo Grande News tenta contato com a UEMS e aguarda um posicionamento.

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