As câmeras de segurança da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) em Paranaíba, cidade a cerca de 410 quilômetros de Campo Grande, estão sem funcionar há pelo menos oito meses. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17) e está relacionada ao caso do estupro de uma estudante de 19 anos ocorrido no campus.
Segundo apuração do Campo Grande News, amigas da vítima levaram o caso ao DCE (Diretório Central dos Estudantes) na última quinta-feira (13). Elas relataram que a jovem tentou obter imagens das câmeras para auxiliar na denúncia, mas descobriu que os equipamentos estavam inoperantes. O problema já era conhecido pelos alunos, que cobravam uma solução desde o início do ano, quando ocorreram furtos na unidade.
Uma estudante, que não teve o nome revelado, afirmou que as câmeras não funcionam há oito meses. Ela contou que os alunos já haviam questionado a universidade após os furtos e receberam a resposta de que os equipamentos estavam parados.
Além das câmeras, as estudantes pediram melhorias na iluminação do estacionamento, que é considerado um local escuro. A vítima está com medo de voltar às aulas, já que o suspeito não foi identificado e permanece solto. A unidade de Paranaíba conta com cerca de 500 alunos e apenas um vigia patrimonial terceirizado, que não tem treinamento para situações de conflito ou abordagens.
O estacionamento é dividido em duas áreas, usadas principalmente por professores e servidores. As estudantes não souberam dizer em qual dos espaços o crime aconteceu.
Nesta segunda-feira, o reitor da UEMS deve se reunir com estudantes em Paranaíba. O DCE marcou uma manifestação no campus para as 19h, com o objetivo de cobrar medidas de segurança.
O estupro ocorreu no mês passado, quando a jovem saía da aula à noite. Ela foi abordada por um homem que pediu seu número de telefone. Após a recusa, ele a agarrou à força e cometeu o crime. A vítima descreveu o suspeito, e a Polícia Civil divulgou um retrato falado no dia 12 deste mês. O homem ainda não foi encontrado.
A DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Paranaíba investiga o caso. A polícia pede que informações sobre o suspeito sejam repassadas às autoridades e alerta para que ninguém tente abordá-lo. O Campo Grande News tenta contato com a UEMS e aguarda um posicionamento.
