12/05/2026
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Chikungunya: 11ª morte em Dourados, vítima é mulher de 46 anos

Uma mulher de 46 anos morreu neste domingo (10) no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). Ela é a 11ª vítima da epidemia de chikungunya em Dourados, cidade a 251 km de Campo Grande, que é o epicentro da doença em Mato Grosso do Sul.

De acordo com a prefeitura, a moradora tinha doença respiratória crônica. Ela apresentou sintomas de chikungunya no dia 24 de abril e foi internada dois dias depois. A morte é a segunda de um morador da área urbana registrada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública. As outras nove ocorreram em territórios indígenas.

“Lamentamos mais uma vida perdida para a chikungunya em nossa cidade e reforçamos o apelo para que as pessoas acabem com pontos de água parada, mantenham o quintal limpo e acondicionem o lixo em sacos apropriados para coleta”, afirmou o secretário de Saúde de Dourados e coordenador-geral do centro de operações, Márcio Figueiredo.

Segundo ele, o óbito ocorre no momento em que a epidemia começa a dar sinal de enfraquecimento. O levantamento da Vigilância Epidemiológica mostra queda na curva epidêmica na 19ª semana de monitoramento. Outras três mortes suspeitas seguem em investigação. As vítimas são uma criança indígena de 12 anos, um idoso não indígena de 84 anos com doença arterial coronariana e um homem não indígena de 50 anos, sem doenças crônicas relatadas.

Conforme o boletim diário, Dourados tem 28 pacientes internados com chikungunya. O município registrou 8.275 notificações da doença desde janeiro, com 5.410 casos prováveis, 3.374 confirmados, 2.865 descartados e 2.036 casos em investigação. A taxa de positividade está em 54,1%, ainda considerada muito elevada e com intensa circulação viral. Organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde, indicam que taxas acima de 5% já sugerem transmissão não controlada.

Vacinação

Dourados começou a aplicar a vacina contra chikungunya no dia 27 de abril com meta de vacinar 27% da população da faixa etária de 18 a 59 anos, ou seja, pelo menos 43 mil pessoas. Quinze dias após o início da campanha, apenas 2.076 pessoas procuraram as unidades de saúde para receber o imunizante. Entre a população indígena, foram apenas 597 doses aplicadas.

Segundo a saúde pública, o imunizante desenvolvido pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan tem eficácia comprovada. Estudos clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos mostraram que 99% dos voluntários apresentaram resposta imunológica com produção de anticorpos. Não podem receber a vacina as gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas ou em tratamento oncológico, transplantados recentes, pessoas com doenças autoimunes ou determinadas condições crônicas associadas, além de indivíduos com febre ou que tenham recebido recentemente outros tipos de vacina.

O imunizante está disponível nas unidades de saúde das 7h às 11h e das 13h às 17h. Nos postos do Maracanã, Parque do Lago II, Idelfonso Pedroso e Jóquei Clube, o atendimento ocorre das 7h às 19h, de segunda à sexta-feira. No PAM, a vacinação acontece das 6h às 12h.

Sobre o autor: Agencia de Noticias

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