A China reagiu à inclusão da fabricante de veículos elétricos BYD em uma lista de empregadores acusados de práticas análogas ao trabalho escravo. A lista, de caráter público, expõe 169 empresas e indivíduos.
A inclusão na relação ocorre após a conclusão de um processo administrativo, sem possibilidade de recurso. Os nomes permanecem listados por um período de dois anos.
A saída da lista depende da regularização da situação pela empresa e da ausência de novos casos ou denúncias no período. A medida é parte de uma ação mais ampla de fiscalização do trabalho no país.
A BYD é uma das maiores produtoras mundiais de carros elétricos e a reação oficial chinesa foi de contestação à decisão. A empresa não se manifestou publicamente no primeiro momento após a divulgação.
Listas desse tipo são instrumentos usados para pressionar empregadores a cumprirem a legislação trabalhista. A publicização dos nomes tem como objetivo coibir práticas irregulares.
Especialistas em direito trabalhista afirmam que a inclusão em listas semelhantes pode trazer consequências além das jurídicas, impactando a reputação e as operações comerciais das empresas envolvidas, especialmente as com forte atuação no mercado internacional.
