15/07/2026
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Estado lança licitação para asfalto e ponte de novo acesso às Moreninhas

Estado lança licitação para asfalto e ponte de novo acesso às Moreninhas

O Governo de Mato Grosso do Sul publicou edital para licitar as obras de pavimentação e construção de uma ponte no novo acesso à região das Moreninhas, em Campo Grande. A informação consta no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (1º). O valor estimado do empreendimento é de R$ 57.980.488,49, com prazo de execução de dois anos.

O projeto prevê a aplicação de 73.107,05 m² de pavimentação asfáltica e 6.022,88 m de sistemas de drenagem. A ponte a ser erguida sobre o Córrego Lageado terá 23,5 metros de extensão.

De acordo com o edital da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), o critério para escolha da empresa vencedora será o de menor preço, no regime de empreitada por preço unitário. A abertura das propostas está marcada para o dia 20 de julho, às 8h30.

A conclusão do novo acesso é vista como uma das principais obras de mobilidade para a região sul da capital. Hoje, os moradores das Moreninhas usam a Avenida Gury Marques como principal via de entrada e saída. Para chegar à Avenida Guaicurus, precisam fazer um trajeto mais longo pela Avenida Costa e Silva.

Com a obra pronta, haverá uma ligação direta entre a Avenida Alto da Serra e a Rua Salomão Abdala, conectando também as avenidas Guaicurus, Rita Vieira e Eduardo Elias Zahran. A ideia é encurtar distâncias e melhorar o fluxo de veículos na área.

Impasse com desapropriações

Apesar de parte da infraestrutura já estar concluída nos fundos das Moreninhas, o trecho final está parado. A conclusão depende da liberação de áreas particulares por onde a via vai passar. A retomada foi anunciada em dezembro do ano passado.

Em janeiro de 2023, a Prefeitura de Campo Grande declarou de utilidade pública 52 imóveis, a maioria na Rua Salomão Abdala, no Bairro Itamaracá, e em vias próximas do Jardim Campo Alto. Alguns terrenos serão desapropriados totalmente, outros apenas em parte.

Além da demora nas novas desapropriações, proprietários que tiveram imóveis atingidos em fases anteriores da obra mantêm ações na Justiça. Eles questionam os valores pagos pelo poder público, alegando subavaliação dos terrenos, e pedem revisão das indenizações. Esse histórico de ações judiciais é um dos motivos que atrasam o projeto.

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