15/05/2026
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Ex-diretor da Funesp é denunciado ao MP por movimentações suspeitas

Uma denúncia contra o ex-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) de Campo Grande, Sandro Benites, foi registrada no Ministério Público. A manifestação deu entrada na Ouvidoria do órgão no dia 5 de maio, meses após o caso vir a público nos bastidores políticos e resultar na exoneração dele do cargo na Prefeitura de Campo Grande.

O documento relata suspeitas de movimentações financeiras consideradas atípicas. Entre elas, estão transferências via Pix feitas por terceiros, depósitos em espécie, compra de dólares por intermédio de outras pessoas e suposta circulação de recursos fora do sistema bancário. A denúncia também menciona uma atividade paralela de venda de relógios de alto valor para outros estados sem aparente formalização fiscal.

A manifestação foi encaminhada pelo ouvidor do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), promotor Renzo Siufi, para análise e eventuais providências. Até o momento, porém, o documento não indica abertura formal de investigação criminal, instauração de inquérito ou denúncia apresentada à Justiça.

A autora da denúncia é uma mulher que por anos manteve um relacionamento extraconjugal com Sandro Benites. Na manifestação enviada ao Ministério Público, ela afirma que os fatos teriam ocorrido entre 2024 e 2026. Foram anexados comprovantes, registros de transferências, conversas e outros documentos que indicam movimentações de grandes valores em dólares. A denunciante pede apuração sobre eventual prática de lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos.

Procurado pela reportagem, Sandro Trindade Benites ainda não se manifestou sobre o conteúdo da denúncia até a publicação desta matéria.

Histórico

Sandro Benites já foi secretário municipal de saúde e vereador. Ele deixou a presidência da Funesp em março deste ano, após uma mulher denunciar violência psicológica e pedir medida protetiva contra ele na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A Justiça determinou que o então diretor mantivesse distância mínima de 500 metros da vítima, familiares e testemunhas. Na época, a Prefeitura informou que o médico e ex-vereador havia pedido afastamento para esclarecer fatos de caráter pessoal. O Campo Grande News tentou contato com o ex-diretor e segue com espaço aberto para resposta.

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