O artesanato de Mato Grosso do Sul ganhou espaço no lançamento da segunda etapa da Turnê Dominguinho, realizada na quarta-feira (6), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo. Peças produzidas por artesãos sul-mato-grossenses foram expostas ao lado do universo criado pelos artistas João Gomes, Jota.pê e Mestrinho, que transformaram o projeto em um dos maiores fenômenos recentes da música brasileira.
A novidade faz parte de uma parceria entre o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, e a turnê. A proposta é que, além dos shows, o público encontre em cada cidade espaços dedicados ao artesanato, à gastronomia regional, às feiras criativas e a outras manifestações culturais.
Representando Mato Grosso do Sul, a Casa do Artesão levou uma seleção de peças para exposição e comercialização. O estande chamou a atenção de quem passou pelo evento, inclusive da cantora Marina Sena, que conheceu a produção sul-mato-grossense, e do cantor Jota.pê, que fez questão de adquirir peças produzidas por artesãos do Estado.
Para a coordenadora da Casa do Artesão de Mato Grosso do Sul, Eliane Torres, a participação representa uma oportunidade de ampliar o alcance do trabalho desenvolvido pelos artesãos. “Foi uma experiência extremamente positiva para o artesanato sul-mato-grossense. Tivemos grande procura pelas peças expostas, excelentes oportunidades de diálogo com o público e a satisfação de ver artistas nacionais reconhecendo e adquirindo produtos feitos pelos nossos artesãos. Essa participação fortalece a visibilidade do nosso trabalho, amplia mercados e reafirma o artesanato como uma importante expressão da identidade cultural de Mato Grosso do Sul”, afirma.
A ideia é que cada etapa da turnê valorize a identidade cultural da cidade ou do estado que recebe o espetáculo. Criado por João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, o projeto Dominguinho conquistou o público ao unir diferentes gerações em torno da música, da memória afetiva e das tradições nordestinas. O repertório também ganhou projeção nas plataformas digitais e ajudou a ampliar o alcance do forró contemporâneo.
A expectativa é que a turnê desembarque em Mato Grosso do Sul em 2027. Quando isso acontecer, o artesanato sul-mato-grossense deverá voltar a integrar a programação, colocando os trabalhos produzidos no Estado diante de um público que vai além dos palcos e dos shows.
