O dólar comercial fechou em queda de 0,19% nesta segunda-feira (25), cotado a R$ 5,0185. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,91% e encerrou o pregão aos 177.816 pontos.
Com esse resultado, o dólar acumula alta de 1,35% no mês, mas ainda registra queda de 8,57% no ano. O Ibovespa soma recuo mensal de 5,07% e avanço de 10,36% em 2026.
O mercado financeiro reagiu à sinalização de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um possível acordo de paz no Oriente Médio. A expectativa é de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
A perspectiva de redução das tensões internacionais derrubou o preço do petróleo no mercado externo. O barril do Brent, referência internacional, caiu 7,15% e fechou perto de US$ 96,14. Já o WTI, dos Estados Unidos, recuou 6,52%, para US$ 90,30.
O Estreito de Ormuz concentra mais de 20% do comércio global da commodity. A expectativa de reabertura da rota reduziu a pressão sobre os preços internacionais e ajudou moedas de países emergentes, como o real.
O movimento ganhou força depois de declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Ele afirmou que um acordo para encerrar o conflito poderia ser concluído ainda na segunda-feira. A fala foi interpretada por investidores como um sinal de possível normalização no fluxo de petróleo pela região.
Mesmo com o otimismo do mercado, autoridades iranianas negaram que um acordo esteja próximo. O governo do Irã informou que as negociações seguem em andamento, mas sem tratar, neste momento, de questões nucleares.
No Brasil, investidores também acompanham indicadores econômicos previstos para esta semana. Entre eles estão a divulgação do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, e a taxa de desemprego de abril.
No cenário político, o Congresso Nacional acompanha duas propostas de emenda à Constituição. Na Câmara dos Deputados, segue em debate a PEC 221/2019, que trata da escala de trabalho 6×1. No Senado, parlamentares discutem a PEC 65/2023, que prevê autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central.
