14/05/2026
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Terceirização da saúde volta à pauta após eleições em CG

Em reunião fechada na Câmara Municipal de Campo Grande nesta manhã (14), vereadores e os secretários municipais de Saúde, Marcelo Vilela, e de Governo, Ulisses Rocha, retomaram a discussão sobre a terceirização da gestão de unidades de urgência e emergência. O encontro também tratou do abastecimento de medicamentos na rede pública.

Após o encontro, Vilela afirmou que o repasse das unidades é assunto encerrado por enquanto. “Agora está vindo a campanha eleitoral e a gente não quer mais conversar sobre isso. Mas teremos, sim, iniciativas para melhorar a assistência à população. Há ideias que já são praticadas em outros lugares do Brasil e vamos continuar discutindo isso aqui com a Câmara e internamente com os servidores”, disse o secretário.

A proposta apresentada pela prefeitura à Câmara foi alvo de protestos e foi rejeitada pela maioria dos parlamentares. Ulisses confirmou que, apesar disso, a gestão não desistiu de terceirizar. “A ideia da terceirização, da contratualização, ficou muito estigmatizada, mas não deixou de existir dentro da administração”, disse. Ele citou que modelos de outras cidades são analisados, mas não detalhou quais.

O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), afirmou que faltou à prefeita Adriane Lopes (PP) dialogar diretamente com os parlamentares. “Isso contribuiu para o fracasso”, frisou.

Melhoria nas unidades – Marcelo Vilela disse que a prefeitura continua buscando melhorar o atendimento aos pacientes. Ele citou reformas e compra de novos equipamentos para todas as unidades, com previsão de início nos próximos meses e término até o fim do ano. “Nos próximos meses, estamos esperando a licitação terminar para fazer a requalificação de todas as nossas unidades porque isso é exigido pelo Ministério da Saúde para recebimento de recursos. Isso deve melhorar um pouco as estruturas”, concluiu.

Medicamentos – Em entrevista anterior, Rocha falou sobre um suposto boicote de servidores em relação aos medicamentos. A declaração levou os vereadores a convocá-lo para explicações na reunião. A falta de remédios gera denúncias desde 2023. O problema foi normalizado em alguns períodos, mas persiste.

O secretário de Governo afirmou que “existe muito boicote dentro das próprias unidades, de servidores sabotando a administração”. Ele explicou que foram identificados casos em que os medicamentos estavam nas unidades, mas servidores relataram o contrário. “Havia algumas unidades, inclusive com testemunhos, onde servidores disseram que não havia determinado medicamento, mas tinha. E foi mais de um caso. A Secretaria Municipal de Saúde, assim como a Controladoria Municipal, estão apurando. Já existe uma sindicância em curso e isso deve avançar depois para um processo administrativo disciplinar”, detalhou. Ele amenizou: “A saúde existe porque tem um número enorme de servidores que trabalham, são dedicados, prestativos e fazem seu trabalho da melhor forma possível. Não estou falando desses servidores. Estou dizendo que houve mais de um caso envolvendo servidores.”

Lista – Um documento apresentado na reunião indica que os estoques de 27,57% dos medicamentos que o Município deve abastecer estão zerados. Faltam 67 do total de 243 itens da relação. Entre os desabastecidos, 52 aguardam entrega dos fornecedores. Os outros 15 exigem novos processos de compra. A relação não informa os nomes dos medicamentos.

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