28/04/2026
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Tereza mira presidência do Senado e rejeita ‘vozinha

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) voltou a afirmar nesta terça-feira (28) que não foi convidada nem sondada para ser candidata a vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República em 2026. Segundo a parlamentar, a possibilidade de integrar a chapa é apenas especulação, embora ela reconheça que se sente honrada por ter seu nome citado.

As declarações foram dadas durante entrevista à GloboNews, após o nome da ex-ministra da Agricultura e Pecuária voltar a circular nos bastidores políticos como possível vice de Flávio Bolsonaro. O próprio senador, em agenda recente em Mato Grosso do Sul, chegou a afirmar publicamente que ter Tereza Cristina como vice seria um “sonho de consumo”. Apesar disso, a senadora foi enfática ao dizer que nunca houve qualquer convite formal ou mesmo sondagem sobre essa possibilidade.

“Eu ouço muito pela mídia, pelas redes sociais, mas nunca fui convidada, nunca fui sondada. Ouço pessoas dizendo que meu nome seria um nome que agregaria. É pura especulação, mas me sinto honrada”, afirmou.

Presidência do Senado

Embora não tenha descartado completamente a hipótese de disputar a vice-presidência, Tereza Cristina deixou claro que seu projeto político principal está no Congresso Nacional. Segundo ela, sua meta é continuar no Senado e disputar a presidência da Casa, sucedendo o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A senadora afirmou que já tratou do assunto com o próprio Alcolumbre e reconheceu que se trata de um objetivo difícil, especialmente porque dependerá da futura composição da Casa após as eleições.

“Não é o meu projeto, o meu projeto, como senadora, é tentar buscar a presidência do Senado, ser a sucessora de Alcolumbre, já até falei para ele. É um projeto difícil, vai depender da nova composição do Senado, mas é um sonho de seguir esse caminho. Ainda tem muita água para rolar”, declarou.

Eleições 2026

Ao comentar o cenário da sucessão presidencial de 2026, Tereza Cristina também evitou apontar um favorito neste momento. Segundo ela, embora as pesquisas indiquem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro como os principais nomes, ainda há muitas variáveis em jogo, especialmente dentro do campo da direita. Para a senadora, enquanto a esquerda hoje se concentra em torno de Lula, a direita ainda apresenta diferentes nomes que podem disputar protagonismo até a definição da corrida eleitoral.

“Não dá para dizer que tem um favorito. Os dois favoritos, as pesquisas mostram, são Flávio e Lula. E aí nós temos que ver o desempenho do campo da direita. Na esquerda, só temos hoje o presidente Lula. Na direita, temos Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Flávio, temos que ver o desempenho”, disse.

Apelido de “vozinha”

Durante a entrevista, Tereza Cristina também comentou uma declaração de Flávio Bolsonaro que gerou repercussão. O senador, também durante a agenda em Mato Grosso do Sul, havia dito que a parlamentar o fazia lembrar da avó, o que acabou rendendo o apelido de “vozinha”. A senadora afirmou que não gosta de ser chamada dessa forma, mas avaliou que a intenção de Flávio foi carinhosa e não ofensiva. Segundo ela, a brincadeira acabou sendo mal interpretada e ganhou um tom pejorativo.

Tereza contou que Flávio chegou a lhe mostrar uma fotografia da avó e que, de fato, percebeu semelhanças físicas entre as duas. “Ele me mostrou uma fotografia e a vó dele, realmente, tem muitos sinais, enfim, nós temos uma fisionomia muito parecida. E ele teve a infelicidade de fazer essa brincadeira, que as pessoas levaram de maneira pejorativa. Mas, nesse caso, o Flávio quis ser carinhoso. Eu até brinquei com ele: ‘Você não me chama de tiazinha que vai pegar mal’”, contou. Mesmo rejeitando o apelido de “vozinha”, a senadora minimizou o episódio e reforçou que não interpretou a fala como desrespeitosa, mas como uma tentativa equivocada de demonstração de afeto.

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