06/05/2026
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Dia Livre de Impostos: até 77% de desconto em Campo Grande

O Dia Livre de Impostos chega à sua oitava edição em Mato Grosso do Sul e à 19ª no Brasil. A campanha, coordenada pelas Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs), faz com que o comerciante assuma o pagamento dos tributos de produtos e serviços, oferecendo descontos aos clientes. A data marcada é 28 de maio.

Em Campo Grande, a Federação das CDLs no Estado já soma nove adesões. Os segmentos confirmados incluem cosméticos, perfumaria, ferramentas, materiais de construção, vestuário, óculos e calçados. As lojas participantes são: Passaletti (quatro lojas), O Boticário (três lojas), Mix Cosméticos (uma loja), Alvorada (três lojas), Soldamaq (sete lojas), Ótica Diniz (uma loja), Metatrom (uma loja), Mega Jeans (uma loja) e Jati Vasos (uma loja).

Cada estabelecimento terá ao menos um produto com preço reduzido. O desconto pode chegar a 77,43%, percentual equivalente à carga tributária de um perfume importado.

Incremento nas vendas

Criado como protesto à alta carga tributária no Brasil, o Dia Livre de Impostos também funciona para aumentar as vendas, segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL/MS). Uma empresa que aderiu em edições anteriores vendeu 285 bicicletas no dia do evento, alta de 1.800% sobre a média diária de 15 unidades. Na mesma empresa, as vendas de liquidificadores saltaram de 40 para 651 unidades, crescimento de 1.527,5%.

A expectativa é mobilizar entre 500 e 600 comércios em todo o Estado, mantendo a média das edições passadas. As adesões podem ser feitas até 20 de maio pelo WhatsApp da FCDL/MS: (67) 99637-0920.

Ano eleitoral e fim da escala 6×1

A presidente da FCDL/MS, Inês Santiago, afirma que a campanha de 2026 reforça a necessidade de combater a elevada carga tributária com boas escolhas de governantes nas Eleições. Ela defende que, antes de pautar o fim da escala de trabalho 6×1 no país, é preciso discutir a redução de impostos que corroem o salário do trabalhador.

“A carga tributária defasa os salários. A moto que o trabalhador compra para se transportar tem 65% de tributo. A casa que ele adquiriu com muita dificuldade tem um IPTU altíssimo. Tudo o que ele consome no supermercado tem uma carga tributária da ordem de 30 e 40%. É de alimento, do básico que nós estamos falando”, exemplifica Inês.

O presidente da CDL Campo Grande, Adelado Vila, acrescenta que a contraprestação de serviços pelo Estado deixa a desejar. “Você paga uma taxa cara e você tem uma pequena contraprestação. Tem problemas na saúde, educação, moradia, no transporte público”, aponta.

Inês afirma que este contexto provoca a fuga de empresas do Brasil. “Temos grandes empresários deixando o País e com isso diminui geração de emprego, distribuição de renda, trava mais a economia. Aqui na América do Sul, temos muitas indo para o Paraguai porque o ambiente de negócios no Brasil é muito nocivo, com uma carga tributária que ninguém suporta”, conclui.

Ações da campanha

Em Campo Grande, a FCDL fará ações pelo Centro e em um shopping para divulgar a campanha com o mascote “Impostossauro”, um boneco grande de pelúcia que representará o Estado “mordendo os impostos”.

A concessionária Energisa não pode cortar os impostos sobre a energia elétrica, mas vai participar do Dia Livre de Impostos oferecendo parcelamento de débitos em suas unidades de atendimento.

Sobre o autor: Agencia de Noticias

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